Plano profissional
Como estudande na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e considerando a oportunidade única de estudar em uma das mais importantes escolas de engenharia da Itália, inscrevi-me no programa de Diploma Duplo.
Escolhi o curso de engenharia mecatrônica para ser minha especialidade, porque sei que este segmento do conhecimento desenvolva pesquisas de fronteira, inovadoras e verdadeiramente úteis para a sociedade. Curso o quarto ano -sétimo semestre- e me vejo no futuro profissional como um colaborador para o desenvolvimento da engenharia brasielira e mundial.
Para que isto seja possível, seria muito interessante ser parte da ponte que une o Brasil e a Itália, que os faz compartilhar conhecimento e possibilita desenvolver o modo de se ver a engenharia, porque o Brasil é um país de economia emergente e aprender com um país desenvolvido como a Itália é essencial. A troca é também interessante para a Itália, porque o Brasil desenvolve muitas pesquisas invadoras, em particular na Poli-USP.
Participar do programa de duplo diploma é um dos meus objetivos pessoais e profissionais desde o tempo do colégio, porque, frequentando o curso na Politecnico di Milano, eu teria a oportunidade de fazer contato com disciplinas que não são oferecidas em minha grade curricular – por exemplo as disciplinas oferecidas pelo Dipartimento di Ingegneria Aerospaziale; não nos aprofundamos nesse assunto na Politécnica de São Paulo.
Desse modo terei acesso a um mercado de trabalho mais amplo e poderia utilizar em território brasileiro a teoria adquirida na PoliMi, contribuindo para a diversificação dos métodos de aplicação na empresa em que, futuramente, eu venha a trabalhar, enriquecendo, assim, meus conhecimentos e apresentando alternativas que podem servir como melhorias para a engenharia brasileira em geral.
Em diversas cidades do mundo, há a organização EWB - Engineers Without Borders – que desenvolve projetos sociais para estender a engenharia aprendida aplicando-a em favor da sociedade.
Em Milão eu poderia entrar em contato com o ramo milanês de “Ingegneria Senza Frontiere” e faclitar a integraçao com o ramo brasileiro, da qual sou membro fundador, para compartilhar experiências e fazermos trabalhos juntos. O ISF-MI propõe, com o suporte da Politecnico di Milano, um curso de Introdução à Autoconstrução de Aquecedor Solar por meio de lições teorico–práticas. O ESF - Engenheiros Sem Fronteiras – no ramo da Poli está construindo um aquecedor solar que será instalado em uma comunidade carente. Creio que fazer esse curso seria também útil para aplica o conhecimento em projetos futuros semelhantes.
Fui diretor do Grêmio Politécnico na gestão de 2008, onde aprimorei a capacidade de trabalhar em equipe e conduzimos alguns projetos e organizamos eventos.
Fiz, também, Iniciação Tecnológica na Caverna Digital por oito meses, onde fiz pesquisas sobre Engenharia de Software, na qual aprendi a respeito de desenvolvimento de projetos baseados em orientação ao objeto em C++.
Atividades extra-curriculares como essas são muito importante para todos e gostaria de participar de atividades similares em Milão, onde poderei aumentar meu networking, que é sempre de grande importância para a vida profissional, ainda mais para aqueles que trabalham um ambiente multinacional, como é o caso de diversas empresas.
Além da experiência acadêmica internacional, que acredito ser muito importante, há também a experiência de vida, a imersão em um mundo completamente novo, cercado por um novo idioma, novos costumes; tudo isso me amadurecerão sobremaneira, estimulando a vontade de enfrentar as mais diversas situações, às quais deverei me adaptar. É a primeira vez que tenho uma oportunidade desse porte de crescimento profissional e pessoal, e, por isso, estou disposto a fazer o meu melhor para atender às expectativas que serão sobre mim depositadas.
Cleber Eugênio Ricardo