Diversidade nas carreiras STEM é debatida no Dia da Poli

Diversidade nas carreiras STEMA diversidade nas carreiras STEM é fundamental para o desenvolvimento do país na opinião de Camila Achutti, que encerrou o primeiro dia de comemorações pelo Dia da Poli. Formada em computação pelo IME e fundadora da Mastertech, Camila trabalha pela inserção de mulheres em carreiras de tecnologia desde a graduação e afirma que “a diversidade é uma pauta econômica, uma pauta de inovação”.

A sigla STEM reúne carreiras ligadas à ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Camila Achutti percebeu logo quando entrou na faculdade que a diversidade nas carreiras STEM precisava ser estimulada, pois no curso de ciências da computação, em 2010, quase não tinha mulheres.

Inicialmente a ideia de Camila era entrar no mercado de trabalho e seguir o sonho de ser programadora na NASA. Ela só resolveu empreender ao perceber que poderia usar o conhecimento para solucionar problemas sociais, mesmo tendo acabado de concluir a graduação, e decidiu atuar diretamente no estímulo à presença feminina em carreiras de tecnologia.

Depois de citar algumas professoras como exemplo que teve ao longo da vida, é possível notar que hoje, lecionando no Insper, Camila é um exemplo para suas turmas. Dar voz para as meninas em sala de aula e cobrar uma divisão igualitária de tarefas pode parecer banal, mas acaba quebrando uma tradição de desigualdades moldadas desde a infância.

Camila afirma que em instituições no exterior já não se questiona se incentivar a diversidade em carreiras STEM é necessário, mas sim como esse incentivo deve ser feito. A necessidade é evidente e as políticas públicas são desenvolvidas com esse fim, pois as reivindicações da sociedade já chegaram aos governos.

No setor privado o cenário também está mudando. Até mesmo o arquétipo masculino de liderança, com características agressivas e imposições, vem sendo questionado, já que o arquétipo feminino pode contribuir com características muito favoráveis ao mercado de trabalho.

A empatia e maior facilidade de comunicação são exemplos citados por Camila de como características associadas ao feminino podem se sobrepor em um mercado dinâmico, que vem deixando para trás a exclusividade masculina.

Mesmo que a sociedade ainda esteja longe do ideal, Camila aponta mudanças positivas em relação à igualdade de gêneros. Um dos exemplos veio da própria comemoração pelo Dia da Poli, com alunas liderando os grupos de extensão dos estudantes.

As mudanças na Escola vêm acontecendo de forma gradual. A proporção de mulheres nos cursos da Poli ainda é baixa, mas houve um aumento considerável quando comparada às décadas anteriores.

O próprio Clube Minerva nasceu da iniciativa de engenheiras que notaram a necessidade de representação feminina nos eventos da AEP. Heloísa Carvalho, que conduziu a entrevista com Camila Achutti, é uma das organizadoras, que aceitou o desafio de criar o Clube e hoje desenvolve os eventos periódicos voltados à diversidade nas carreiras STEM.


Clique aqui para conferir as atividades do Dia da Poli.

 

 

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