Mulheres nas carreiras STEM e o ENEM

Enem e as carreiras stemAtrair mais mulheres para as carreiras STEM – sigla em inglês para ciência, tecnologia, engenharia e matemática – é um dos desafios do Clube Minerva. Neste evento da “Minerva WebSeries” as palestrantes foram unânimes ao enfatizar que não há nenhum impedimento para mulheres nessas áreas, o que falta é a formação de base e estímulos para que as jovens abandonem a ideia de ser “curso de homem” ao se prepararem para o Enem.

Janete Ribeiro, do Grupo Mulheres do Brasil, chamou a atenção para atuações importantes de mulheres em grandes invenções do século 20, como a linguagem de programação Cobol, os algoritmos matemáticos e a comunicação via rádio controlado, que se tornou a base do wi-fi. Muitas das pesquisas realizadas por mulheres aconteceram durante as guerras, quando os homens iam para as batalhas.

Já em tempos de paz, Janete aponta um fator decisivo que afasta as mulheres da área de tecnologia. A segregação já começa na infância, com a separação de brinquedos considerados para meninos ou para meninas, o que para ela não faz nenhum sentindo, já que as pessoas têm características múltiplas e a exploração dos potenciais não deveria partir de uma diferença de gênero.

Vendo o potencial de jovens e com o intuito de aproximá-los da universidade, há dezenove anos a professora Roseli Lopes idealizou a Febrace – Feira Brasileira de Ciências e Engenharia. Politécnica e professora da Poli, Roseli afirma que muitas meninas que participaram da Febrace não imaginavam cursar engenharia e a parti de um problema prático do projeto apresentado, resolveram ir adiante.

Roseli pode se inspirar na própria história para tentar motivar jovens. Foi a primeira da família a entrar na universidade e escolheu a engenharia após a sugestão de um professor de física. Janete Ribeiro já se interessava por tecnologia desde criança, quando assistia ao desenho dos Jetsons, e teve que superar as dificuldades financeiras e a falta de referências familiares para se estabilizar na área de tecnologia. Ambas enfatizam que as meninas podem se preparar para estas carreiras.

Com muita experiência prática no preparo de jovens para o vestibular, a professora Carolina Achutti, embaixadora da escola de tecnologia Mastertech, falou um pouco sobre o preparo do estudante para a prova. Segundo Carolina, a organização e a disciplina são fundamentais.

Ao escolher a carreira a preparação pode ser mais focada, dando mais atenção às matérias prioritárias. Carolina lembra que a mudança forçada pela pandemia abriu espaço para atividades online, que podem beneficiar a preparação.

Uma sugestão da professora é a busca por ajuda profissional. Ainda que seja possível montar um cronograma de estudos em casa, os cursinhos preparatórios podem contribuir muito com a experiência de professores. Ela lembra que existem iniciativas de cursinhos populares, com o Descomplica, com mensalidades acessíveis e parcerias para garantir o acesso à internet.

Com essa atividade o Clube Minerva amplia sua atuação. A inclusão de mulheres nas carreiras STEM são resultado de um trabalho de formação, que deve ter início desde a base do ensino.

 

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