Poli Networking 2020 – Painel plenário

Painel PlenárioPainel Plenário

O painel plenário apresentado no Poli Networking 2020 reuniu politécnicos de diversas empresas para uma análise da atual situação empresarial e projeções para o pós-crise, tanto nas empresas quanto na economia. Os participantes concordam que a resiliência, fundamental diante da chegada da pandemia, também será necessária para a retomada do crescimento econômico.

A rapidez das transformações tecnológicas e a capacidade de adaptação à nova realidade foram pontos ressaltados pelos participantes, como um lado positivo de uma situação tão desfavorável como a quarentena forçada pela pandemia.

De acordo com o eng. Duperron Ribeiro, que abriu o painel plenário, a transformação digital desenvolvida ao longo deste ano foi concentrada em um período curto, deixando um legado para o período pós-crise.

Com as pessoas forçadas a trabalharem em casa, modelos reais ganharam versões digitais e essa necessidade rendeu novas formas de trabalho, como tarefas perigosas para serem feitas pessoalmente, que já podem ser feitas de forma remota.

Um caso prático foi trazido ao painel plenário pelo eng. Daniel Heuri, para quem o engenheiro deve usar a tecnologia e a experiência para soluções. Desta forma, desde o início do isolamento social tomou medidas práticas para lidar com as novas condições de trabalho.

Medidas simples, como uma cadeira mais confortável para trabalhar em casa e a manutenção de atividades físicas para cuidar da saúde, foram fundamentais para que toda a equipe de funcionários pudesse manter a rotina de reuniões virtuais, com a tranquilidade necessária para encontrar alternativas e superar a crise.

Seguindo a mesma linha de raciocínio, o painel plenário teve continuidade com o eng. Ronald Dauscha, que vê mudanças irreversíveis no mercado de trabalho depois de tudo o que as empresas passaram em 2020. Aqueles que não conseguiram se adaptar tiveram que fechar as portas e as mudanças necessárias se espalharam por todos os setores da economia.

A tendência, segundo o engenheiro, é que mesmo após a crise os serviços virtuais sigam valorizados, inclusive nas áreas da saúde e educação. Conceitos da indústria 4.0, como tecnologias para automação, internet das coisas e computação em nuvem devem se espalhar e auxiliar até mesmo na solução de problemas estruturais, como a desigualdade social e a pobreza.

De acordo com o eng. Jairo Okret, que deu sequência às apresentações do painel plenário, o fator humano é um grande diferencial para o período pós-crise. Para ele, as transformações que algumas empresas projetavam para os próximos anos aconteceram em apenas duas semanas, o que implicou em alguns cortes e até encerramento de atividades em casos mais extremos.

O grande desafio para o pós-crise, na visão do engenheiro, serão as transformações que acontecerão na retomada da economia, já que nem todas as empresas conseguirão manter o modelo criado durante a pandemia. Para o Brasil, o palestrante destaca ainda a crise econômica estrutural, que é um desafio a mais, e a necessidade de incluir pautas ambientais e o combate ao racismo estrutural nas transformações econômicas após a crise.

Assim como os demais participantes, a profª Liedi Bernucci, diretora da Poli, que encerrou o painel plenário do evento, afirma ter uma visão positiva do futuro. Ao fazer uma análise das apresentações anteriores, disse estar satisfeita com a forma que a pandemia é analisada pelos engenheiros, pois a Poli forma profissionais hábeis para lidar com situações complexas.

Para a diretora, o fato dos cursos da Escola Politécnica serem exigentes em relação aos alunos, prepara os profissionais para gerenciar a vida e trabalhar em conjunto, como vem sendo feito nos últimos meses. A flexibilidade dos politécnicos já era um ponto ressaltado mesmo antes da pandemia.

Essa flexibilidade faz com que politécnicos atuem em diversas áreas de atividade. Atualmente a Poli tem interesse em identificar as empresas lideradas por alunos egressos, pois consolidar um vínculo com essas empresas pode trazer benefícios generalizados. É um objetivo que se encaixa com o projeto de networking desenvolvido pela AEP.

Com o apoio da Escola a Associação atua para identificar as demandas de cada uma das partes e oferecer caminhos para que problemas sejam solucionados, cruzando os recursos que cada um tem a oferecer.

Nas palavras da profª. Liedi Bernucci, que dedicou sua carreira à área de pavimentação, “precisamos melhorar essa estrada de mão dupla e existe interesse em pavimentar esse caminho”.

 

 

Deixe uma resposta

Não se preocupe, seu email não será publicado.

*