Painel – A atuação da Poli e da USP durante a pandemia

As comemorações pelo Dia da Poli, data que marca a fundação da Escola Politécnica, tiveram que ser virtuais em 2020. A mesma pandemia que impediu o evento presencial também destacou o protagonismo da Poli para superar adversidades.

A palavra universidade tem em sua origem a ideia de um conjunto, de um corpo que atua de forma unida. Esse conceito ficou bem claro no painel virtual organizado pela AEP e mediado por seu diretor, o Eng. Dario Gramorelli.

Entre os participantes, a Profª Liedi Bernucci, diretora da Escola Politécnica, destacou o empenho coletivo para garantir que as aulas continuassem pela internet assim que a quarentena foi decretada.

A AEP organizou rapidamente um programa de arrecadação de computadores entre os associados, que foram doados aos estudantes de baixa renda na Escola. O acesso à internet foi garantido pela Poli, que providenciou modens de forma emergencial.

Todo esse esforço coletivo também foi reconhecido no painel pelo reitor da USP. O Prof. Vahan Agopyan, politécnico e ex-diretor da Escola, afirmou que 92% da graduação da universidade teve continuidade na pandemia, faltando apenas as matérias inevitavelmente práticas.

Grande conhecedor da história da Poli, Agopyan lembrou que no final do século 19 os laboratórios da Poli foram pioneiros no país e deram origem a outras unidades da USP, como o IPT, o IEE e a FAU. Ressaltou ainda que através dos profissionais a Escola atuou em todos os grandes momentos do século 20 e agora o desafio gira em torno da Covid-19.

Esse esforço para encontrar soluções para os problemas trazidos pela pandemia, segundo o vice-diretor da Poli, Prof. Reinaldo Giudici, é indispensável, já que a sociedade cobra essa resposta. É o trabalho em conjunto da Poli com várias unidades da USP, além de apoio externo, que vem apresentando resultados positivos.

Na linha de frente do principal projeto em andamento, o ventilador pulmonar Inspire, o Prof. Marcelo Zuffo retrata os primeiros dias de quarentena como um cenário de ficção científica na Poli. Professores, funcionários e estudantes ficaram confusos e assustados ao terem que deixar os prédios sem perspectiva de retorno.

Em meio a tantas incertezas Zuffo foi procurado pelo Prof. Raul Gonzales e assim surgiram os primeiros esboços do Inspire. Segundo Zuffo a Poli é uma reserva estratégica de tecnologia e conhecimento e não seria ético, com toda essa tecnologia, os profissionais da Escola ficarem de braços cruzados.

A mobilização de várias unidades da USP, desde os setores de tecnologia e biomedicina até a Faculdade de Direito, contou com a confiança da reitoria e das diretorias para assumir um risco e oferecer soluções em tempo recorde.

Apesar de todas as dificuldades que a sociedade segue vivendo em virtude da pandemia, esse primeiro evento em comemoração ao Dia da Poli mostrou muita satisfação com a capacidade de união e trabalho em conjunto. A universidade, que de acordo com Vahan Agopyan costuma ser pouco compreendida pela sociedade, se uniu para trabalhar por um objetivo em comum, de uma forma talvez inédita e sem dúvida muito produtiva.

Veja aqui todos os vídeos do evento.

 

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